Ministro guineense chega atrasado a cerimónia pública porque estava a operar criança

Dionísio Cumbà é um dos poucos cirurgiões na Guiné-Bissau e, de vez em quando, é "forçado"a abandonar reuniões oficiais para acudir casos de urgência.

15 de março de 2023 às 18:11
Dionísio Cumbà, ministro da Saúde Pública guineense
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O ministro da Saúde Pública guineense explicou à Lusa que se atrasou esta quarta-feira, em cerca de hora e meia, para uma cerimónia pública por ter sido chamado "às pressas" para uma intervenção cirúrgica num hospital onde é cirurgião pediátrico.

Médico formado em Itália, Dionísio Cumbà é um dos poucos cirurgiões na Guiné-Bissau e, de vez em quando, é "forçado"a abandonar reuniões oficiais para acudir casos de urgência no hospital pediátrico de Bôr, ligado à Igreja Católica.

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Mesmo tendo deixado de exercer as funções de diretor clínico do hospital pediátrico de Bôr, quando foi nomeado ministro da Saúde, em maio de 2021, Cumbà continuou a ter que atender crianças que necessitam de intervenções cirúrgicas, procedimento não usual nos hospitais guineenses devido à falta de técnicos.

Os convidados nacionais e internacionais tiveram que esperar por mais de hora e meia para que o ministro aparecesse no largo da Câmara Municipal de Bissau, diante do Ministério da Saúde Pública para dar início às cerimónias de lançamento de uma campanha simultânea de vacinação.

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Ao chegar ao local, em passos de corrida, Dionísio Cumbà teve que se desculpar perante o aparente incómodo dos convidados que o aguardavam num palanque montado.

Questionado pela Lusa sobre o seu atraso, o ministro explicou que se deveu a uma intervenção cirúrgica a uma criança.

"Infelizmente cheguei atrasado. Tendo estas duas vestes, de ministro e de cirurgião, às vezes as coisas coincidem. Uma criança foi levada ao bloco operatório de urgência com uma estenose esofágica, após ter sido operada em Espanha", afirmou Dionísio Cumbà.

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A criança, entretanto, regressada ao país, estava com dificuldades para se alimentar e a equipa liderada por Cumbà teve de intervir cirurgicamente para colocar uma sonda gástrica no estômago do paciente de 7 anos.

"Houve sim muito trabalho a fazer, porque havia muitas aderências, tivemos de libertar tubos para poder encontrar o estômago e colocar a sonda para que pudesse alimentar. Correu tudo bem. A criança tem de voltar para Espanha para outros procedimentos", acrescentou Cumbà.

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