Morreram gémeas siamesas angolanas unidas pelo fígado e coração
Separação não era viável e as meninas perderam a vida com horas de diferença.
As duas gémeas angolanas nascidas há cerca de uma semana em Luanda morreram esta segunda-feira. As meninas partilhavam o coração e o fígado e a separação não era viável. Morreram com diferença de algumas horas.
De acordo com o Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, a raridade da situação levou a que os médicos afirmassem que a probabilidade de sobrevivência das irmãs era bastante reduzida.
"É uma situação clínica que é sobejamente conhecida como complicada (...) Logo à partida colocava a inviabilidade da separação, compartilhavam o coração e o fígado, tudo o resto era esperar", declarou a diretora clínica do hospital pediátrico, Margarida Correia, pouco depois da morte da primeira das gémeas siamesas.
O setor de saúde angolano afirma que tudo "foi feito" para garantir o bem estar das gémeas, apesar das dificuldades existentes.
"Infelizmente não vão conseguir viver além destes dias que lhes foram proporcionados pela natureza", desabafava, anteriormente, a médica Margarida Correia.
Panzo Afonso, pai das crianças, afirma que "é duro, é mesmo doloroso", mas que o desfecho já era esperados pelos progenitores. "Nunca tive a noção que existia [gémeas siamesas]", afirmou.
Maria Tomé, a mãe das gémeas, permanece internada na maternidade e está a recuperar de forma favorável.
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