MORREU A DOLLY

A ovelha mais famosa do mundo foi ‘sacrificada’. Há seis anos, quando nasceu, ‘Dolly’ mereceu honras de primeira página em jornais de todo o planeta. Era a primeira ovelha clonada a partir de células mamárias de um animal adulto. Ontem, foi morta com uma injecção letal porque sofria de uma doença pulmonar progressiva que lhe causava enorme sofrimento. Um revés para a clonagem.

15 de fevereiro de 2003 às 00:00
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A aplicação da eutanásia foi decidida depois de um exame veterinário ter confirmado que ‘Dolly’ sofria de uma patologia pulmonar grave que lhe causava muito sofrimento.

Há um ano, o debate sobre a clonagem voltou a reacender-se quando fora anunciado que a ovelha mais famosa do mundo sofria precocemente de artrite. A doença pulmonar também surgiu antes do tempo, já que segundo Harry Griffin, presidente do Instituto Roslin de Edinburgo – que juntamente com a empresa biotécnica PPL Therapeutics financiaram a clonagem de ‘Dolly’ – as infecções nos pulmões são comuns em ovelhas idosas. Aliás, já em 1999, três anos depois de ‘Dolly’ ter nascido, a equipa de cientistas que a criou, liderada por Ian Wilmut, admitira publicamente que a ovelha estava a envelhecer precocemente e tinha anomalias cromossómicas. Harry Griffin, na conferência de imprensa que ontem deu para anunniar a morte de ‘Dolly’, adiantou que vai ser feita a autópsia para apurar mais informações sobre os problemas de que sofria.

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Com a morte de ‘Dolly’ a questão da clonagem volta à ribalta, sobretudo depois de a empresa Clonaid, fundada pelo movimento raeliano, ter anunciado, mas não provado, o nascimento dos primeiros bebés humanos clonados.

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