Morreu Robert Mueller, antigo diretor do FBI que investigou a ligação entre a Rússia e a campanha de Trump
Tinha 81 anos.
Morreu Robert S. Mueller III, antigo diretor do FBI e figura central em dois dos momentos mais marcantes da política e da segurança dos Estados Unidos nas últimas décadas. Robert tinha 81 anos. Ficou conhecido por liderar a principal agência federal de investigação norte-americana após os atentados de 11 de Setembro de 2001 e, anos mais tarde, por conduzir a investigação sobre a alegada interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.
Robert Mueller assumiu a direção do FBI poucos dias antes dos ataques terroristas que destruíram as torres do World Trade Center, em Nova Iorque, e atingiram o Pentágono, nos arredores de Washington. Os atentados, que provocaram quase três mil mortos, marcaram uma reforma profunda na atuação da agência, que passou a concentrar grande parte dos seus recursos no combate ao terrorismo.
Sob a sua liderança, o FBI foi alvo de uma reestruturação interna significativa, adaptando-se a uma nova era de ameaças globais e reforçando a cooperação entre os serviços de informações e as autoridades federais.
Anos mais tarde, Robert Mueller regressou ao centro da vida política norte-americana ao ser nomeado procurador especial para investigar a possível interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, que culminaram com a vitória de Donald Trump. A investigação procurou apurar se existiram contactos ou entendimentos entre elementos ligados à campanha republicana e o Kremlin.
O chamado “relatório Mueller”, divulgado em 2019, tornou-se um dos documentos mais escrutinados da política americana contemporânea. Embora não tenha estabelecido uma conspiração criminosa entre a campanha de Trump e o Governo russo, confirmou a ingerência de Moscovo no processo eleitoral e deixou em aberto várias questões sobre a conduta do então Presidente.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt