Morreu ‘Totò’ Riina, o ‘padrinho’ da máfia
O mais temido líder criminoso de Itália faleceu aos 87 anos num hospital de Parma.
Morreu ontem, aos 87 anos, o líder mafioso mais sanguinário de sempre. Salvatore ‘Totò’ Riina cumpria 26 penas de prisão perpétua e faleceu na ala prisional de um hospital de Parma, no norte de Itália.
Conhecido como ‘A Besta’, devido à sua crueldade, liderou a máfia siciliana desde 1974 e matou mais de 150 pessoas, tendo executado pessoalmente 40 das vítimas. Num crime especialmente infame, mandou matar um menino de 13 anos para intimidar o pai. O rapaz foi estrangulado e o cadáver foi dissolvido em ácido.
Riina passou décadas em fuga e acabou por ser vítima da sua própria estratégia de terror. Em 1992 mandou matar os magistrados Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, que julgaram 300 mafiosos no famoso ‘maxiprocesso di Palermo’, iniciado em 1986. A ideia dos homicídios era intimidar o poder judicial, mas a polícia respondeu com o aperto do cerco ao líder máximo da máfia, que foi detido em 1993.
O ‘padrinho’ nunca revelou remorsos. Num telefonema intercetado este ano, já no hospital, afirmou "não se arrepender de nada" e garantiu: "Nunca me vão vergar, nem que me condenem a 3000 anos". Acabou vergado por um cancro.
SAIBA MAIS
1930
Ano do nascimento de ‘Totò’ Riina, em Corleone, na Sicília, aldeia tornada famosa pela série de filmes ‘O Padrinho’, de Francis Ford Coppola. Vito Corleone, o líder mafioso desses filmes, nasceu na mesma aldeia.
O chefe nas sombras
Riina passou décadas em fuga à polícia. Entre 1969 e 1993, quando foi detido, viveu em esconderijos, o que não o impediu de liderar o clã Corleone e de se tornar, em 1974, o ‘padrinho’ ou líder máximo da máfia. Durante os 24 anos que passou em fuga nunca deixou a Sicília.
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