Mortos do Quénia homenageados nas redes sociais
Quénianos partilham histórias das vítimas mortais com um 'hashtag'.
O atentado da semana passada no Quénia, que matou 142 estudantes, três polícias e dois seguranças da Universidade de Garissa, foi o ataque mais mortífero no país desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, ocorrido em 1998.
A violência e mortandande deste ato terrorista deixou os quenianos de luto e sensibilizou pessoas por todo o mundo. Os cidadãos deste país africano decidiram homenagear as vítimas destes atentados nas redes sociais, através do uso da hashtag (agregador de conteúdos na internet) '#147notjustanumber' (em português: 147 não é apenas um número) - uma referência ao número de pessoas, maioritariamente estudantes, mortas a tiro de metrelhadora.
Milhares de quenianos começaram a usar este agregador de conteúdos online para compartilhar as fotografias, histórias, sonhos e esperanças das vítimas mortais. As publicações criadas com esta hashtag revelam detalhes comoventes dos jovens que perderam a vida depois do ato terrorista dos islamitas somalis Al-Shabab.
O grupo extremista islâmico baseado na Somália, não limita as ações terroristas a esta nação do corno de África, estendendo a sua área de influência ao Quénia, país vizinho. Em 2013, militantes islamitas deste grupo Al-Shabab atacaram um centro comercial em Nairobi, matando cerca de 70 pessoas.
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