No maior cemitério da América Latina, choram-se mortos até à noite devido à pandemia
Brasil é o segundo país com mais casos de covid-19 do mundo (mais de 600 mil) e é o terceiro com mais mortos, perto de 40 mil.
A covid-19 mudou a vida no maior cemitério da América Latina, em São Paulo, e hoje há filas de espera das famílias para cumprir, mesmo que seja à noite, as cerimónias fúnebres.
O Brasil é o segundo país com mais casos de covid-19 do mundo (mais de 600 mil) e é o terceiro com mais mortos, perto de 40 mil. O cemitério de Vila Formosa, na zona leste da maior cidade brasileira, é hoje um sinal evidente da pandemia.
"A nossa rotina era um pouco corrida, mas nada comparado ao que há hoje (...) Fazíamos por volta de 30 sepultamentos por dia. Num dia muito corrido eram 45. Hoje estamos fazendo por dia uma média de 50 a 60 sepultamentos. Quase dobrou o número de sepultamentos mudança", disse à Lusa James Alan, coveiro no cemitério há sete anos.
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