Um morto em ciclone no Rio Grande do Sul. Vários estados afetados por fortes ventos
Ventos ultrapassaram os 140 quilómetros por hora.
Um novo ciclone extratropical que está a fustigar esta quinta-feira o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, no sul do país, já provocou pelo menos uma morte e muita destruição em dezenas de cidades, com ventos fortes e chuva torrencial, e afecta até regiões mais distantes, como São Paulo e Rio de Janeiro. Em Junho, um outro ciclone extratropical provocou a morte de 13 pessoas no Rio Grande do Sul e deixou o estado com diversas cidades semidestruídas, que ainda nem se tinham recuperado quando a nova tempestade se começou a formar esta quarta-feira e ganhou força nesta quinta.
A morte confirmada no fim da manhã desta quinta-feira pela Protecção Civil é a de um idoso que vivia na cidade de Rio Grande, a 137 km da capital estadual riograndense, Porto Alegre. Uma árvore de grandes dimensões foi arrancada pelo vento e arremessada para cima da residência do idoso, que morreu debaixo dos escombros.
Nessa cidade, os ventos ao longo da manhã ultrapassaram os 140 km por hora, e em pelo menos outras 45 cidades do estado mais ao sul do Brasil casas foram derrubadas ou destelhadas, árvores, postes e painéis gigantes de publicidade foram arrancados e voaram longe. Um balanço provisório da Protecção Civil dava conta ao início da tarde desta quinta-feira de que pelo menos 11 estradas nacionais, que no Brasil são denominadas "BR", estavam total ou interditadas pela intempérie, e 470 mil imóveis estavam sem energia, porque os postes e os cabos de transmissão tinham sido arrancados pelo vendaval.
Além do Rio Grande do Sul, os dois estados vizinhos, Santa Catarina e Paraná, estão desde a madrugada desta quinta-feira a sofrer os efeitos do ciclone, que já atinge inclusive estados mais distantes, como São Paulo e Rio de Janeiro. Na cidade de São Paulo, a 1144 km de Porto Alegre, ventos de mais de 80 km arrancaram árvores em vários bairros durante a madrugada e a manhã desta quinta-feira, e no litoral do Rio de Janeiro, a 1570 km da capital do Rio Grande do Sul, os efeitos do ciclone provocaram ondas de mais de quatro metros de altura no mar.
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