Novo governo do Brasil só tem homens
Michel Temer chamou velhos conhecidos da política brasileira.
Na política portuguesa, António Guterres celebrizou a máxima "só há uma oportunidade para causar uma primeira boa impressão". Pois o novo presidente do Brasil, o até aqui vice de Dilma, Michel Temer, falhou essa oportunidade. O site UOL, o mais visto do país, titula acertadamente o sentimento geral: "O velho novo governo de Michel Temer: metade da equipe é de ex-ministros".
De facto, entre os 23 ministros - uma redução em relação aos 32 de Dilma - onze dos escolhidos já ocuparam pelo menos uma pasta nos governos Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Mas o que salta desde logo à vista é que são todos homens e todos brancos, circunstância que tem reunido severas críticas no país. Desde 1979 que o Brasil não tinha um governo só de homens, o que está a causar grande estupefação.
Outro fator de inquietação prende-se com o facto de sete dos novos ministros estarem a ser investigados pela Justiça, três deles no âmbito do processo Lava Jato.
Entre os novos governantes, Eliseu Padilha (do PMDB-RS, o partido liderado por Temer) é o novo Chefe da Casa Civil. Foi ministro dos transportes de Fernando Henriques Cardoso. Henrique Meirelles, antigo presidente do Banco Centra e ministro de Lula da Sila, regressa para a pasta das Finanças.
Entre o executivo, destaca-se o nome de José Serra, do PSDB. O homem que disputou com Dilma as últimas eleições vai ficar com a pasta das Relações Exteriores. Outro nome sonante é o de José Sarney Filho, o descendente do antigo Presidente da República do Brasil, que fica com o Meio Ambiente.
Polémica foi a nomeação de Marcos Pereira, líder do PRB. Inicialmente sondado para o Ministério da Ciência, o facto de ser bispo da Igreja Universal da Igreja de Deus e um criacionista convicto acabou por o encaminhar para a pasta do
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