Número de mortos em incêndio em hospital no Rio de Janeiro sobe para 14
Três pessoas que estavam internadas noutros hospitais não resistiram aos ferimentos graves.
O número de vítimas fatais do incêndio que quinta-feira passada destruiu o Hospital Badim, no Maracanã, zona norte da cidade brasileira do Rio de Janeiro, subiu esta terça-feira para 14. O número inicial de mortos era de 10, uma idosa ferida morreu poucas horas depois, elevando o balanço para 11, e nestas segunda e terça-feira outras três pessoas que estavam internadas noutros hospitais com ferimentos graves não resistiram.
A última vítima confirmada era uma idosa de 98 anos que estava internada numa das Unidades de Tratamento Intensivo do Hospital Badim atingidas pelo fogo e pelas grossas camadas de fumo que tomaram conta do edifício na quinta-feira. Transferida para o Hospital Israelita Albert Sabin, também no Rio de Janeiro, a idosa faleceu esta terça devido a complicações decorrentes da inalação de grande quantidade de fumo tóxico.
De acordo com dados divulgados pelo Hospital Badim esta terça-feira, ainda há 59 pessoas internadas em diversas unidades hospitalares do Rio, particulares e públicas. Dessas, 50 são pacientes que estavam internados no Badim no dia da tragédia e nove são pessoas que acompanhavam familiares ou funcionários que se queimaram ou foram intoxicados ao ajudar nos resgates.
O incêndio no Hospital Badim começou no gerador, instalado no subsolo do edifício de seis andares, erguido há apenas 19 anos, e uma densa camada de fumo irrespirável tomou rapidamente conta de todos os pisos, cujas janelas estavam aparafusadas para garantir a qualidade do ar dentro do prédio. Inicialmente, funcionários do próprio hospital tentaram apagar o fogo no gerador e pareciam tê-lo conseguido, mas o sinistro voltou minutos depois com muita violência.
Da forma que puderam, funcionários, médicos e enfermeiras retiraram os 103 pacientes internados no hospital em chamas, levaram os que estavam em estado mais grave para uma creche e a garagem de um prédio vizinho, enquanto outros foram acomodados improvisadamente em colchões espalhados pela calçada de ruas laterais. A maior parte das vítimas fatais eram pessoas de idade que estavam no terceiro andar, várias delas ligadas a aparelhos que deixaram de funcionar por terem derretido ou por a energia ter acabado.
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