“O Assange precisa de tempo, de recuperar”: Mulher do fundador do 'WikiLeaks' emocionada no reencontro

Stella deixa garantia: Assange “vai defender sempre os direitos humanos. Sem medo”.

27 de junho de 2024 às 01:30
Fundador do Wikileaks regressou à Austrália após ter chegado a acordo com os EUA para a sua libertação. Foto: Edgar Su/Reuters
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“O Julian pediu-me para vos agradecer. Queria estar aqui, mas precisa de tempo, de recuperar.” Palavras sentidas e emocionadas de Stella, a mulher de Julian Assange, proferidas no regresso do fundador da ‘WikiLeaks’ a casa, na Austrália, 15 anos depois.

Tudo começou com a divulgação da maior fuga de documentos confidenciais da história dos EUA, através do ‘WikiLeaks’, como ataques a civis no Afeganistão e Iraque, ou os maus-tratos a prisioneiros em Guantánamo.

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Após emissão de um mandado de captura internacional, refugiou-se na Embaixada do Equador em Londres, em 2012, até ser detido pelas autoridades britânicas em 2019. Passou os últimos cinco anos numa prisão de alta segurança na capital britânica. Foi libertado terça-feira, mas ainda teve de passar pelas ilhas Marianas, onde se declarou culpado, perante a Justiça dos EUA, por acusações de espionagem. Como a pena que lhe foi aplicada correspondia ao tempo que esteve preso, foi libertado.

Questionada sobre se o ‘WikiLeaks’ vai continuar a divulgar informações, Stella considerou “prematuro responder a isso”, mas garantiu: Assange “vai defender sempre os direitos humanos. Sem medo”.

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