Jornalista lutou com terroristas julgando ser rixa de bar
Conheça relatos de heroísmo e de acaso na noite do ataque em London Bridge.
Fotografado a ser levado do local do atentado com uma ferida no pescoço, o jornalista Geoff Ho chegou a ser dado como desaparecido. Os amigos encontraram-no na manhã deste domingo, numa unidade de cuidados intensivos de um hospital londrino.
Horas depois Geoff Ho, editor do Sunday Times que é um especialista em artes marciais, conta que terá lutado com um dos terroristas. Ainda que sem saber que estava em curso um ataque organizado, pois pensou que se tratava de uma rixa de bar.
"Não sei se foi estúpido ou nobre ter saltado para separar um briga à porta do Southwark Tavern, mas um idiota a tentar agredir um porteiro sozinho não vai acontecer quando eu estiver a assistir", escreveu Geoff no Facebook. O jornal Metro diz que Geoff está em condição estável. Não corre perigo de vida, mas não consegue falar.
Fugiu com copo de cerveja na mão
As imagens transmitidas em direto pela SkyNews mostravam, no sábado à noite, uma multidão de gente sobressaltada a correr para longe da ponte. Todos? Não, um jovem adulto caminha calmamente com uma amiga, levando na mão uma 'pint' de cerveja. A imagem tornou-se rapidamente viral e é descrita como um exemplo do 'espírito de Londres', mesmo nas horas de maior aflição.
O homem que fotografou os terroristas abatidos
Gabriele Sciotto é fotógrafo e documentarista. Italiano, vive em Londres e assistiu por acaso ao momento em que os terroristas foram abatidos pela polícia. Sciotto tinha ido assistir ao jogo do Real Madrid-Juventus num pub e regressava a casa quando se deparou com a cena, junto ao mercado de Borough.
"Eram três homens. Os polícias estavam a tentar separar os atacantes da multidão e conseguiram. Vi-os a serem abatidos". Sobre o cenário de caos, Sciotto diz que "nao conseguia ver quem estava vivo e quem estava morto". "Estou feliz por estar vivo", acrescenta, em declarações ao jornal TelegraphTorre Eiffel vai estar apagada em homenagem às vítimasA Torre Eiffel, em Paris, estará este domingo à noite sem luzes em homenagem às vítimas do atentado de Londres "Esta noite, às 00h45, estarei apagada para homenagear as vítimas do atentado de Londres", pode ler-se no Twitter da Torre Eiffel.Polícia que prestou primeiros socorros conta turno invulgar
O Superintendente da polícia londrina Roy Smith descreve no Twitter como viveu os acontecimentos deste sábado. "Comecei o turno a tirar fotos a miúdos que brincavam no Southbank. Acabei a fazer manobras de reanimação a vítimas inocentes atacadas na London Bridge".
Civis tentam salvar vítimasVídeos publicados nas redes sociais mostram um grupo de civis a socorrer uma das vítimas, que está deitada no chão. Percebe-se que um dos presentes faz manobras de reanimação à vítima, com o apoio de várias pessoas. Gestos solidários repetiram-se na noite dos ataques.
Adolescente encontrada
A família de Asya Mustafa fez um apelo desesperado no Facebook para tentar saber do paradeiro da rapariga, que estava na zona dos ataques à hora a que estes aconteceram. Este domingo, puderam suspirar de alívio. Uma tia conta ao Telegraph que Asya está bem. Perdeu o telefone na fuga aos atacantes, mas escapou ilesa.
Taxista tentou atropelar terroristas
Outra história chega pela rádio LBC. Um taxista que passava na zona apercebeu-se do ataque em curso e tentou fazer o que estava a ao seu alcance para travar os atacantes. "Vou tentar acertar-lhes, vou tentar derrubá-los, pensei. Virei o carro e investi contra eles. Quase acertei num deles, mas ele desviou-se e vi três polícias correr na direção dele com bastões. Estavam centenas de pessoas no local. Gitei-lhes que se afastassem".
Bons samaritanos
Momentos depois do ataque, as redes sociais encheram-se de ofertas de pessoas disposta a acolher vítimas do ataque. Ofereciam um lugar para passar a noite. Muitos dos moradores na zona do ataque abriram as portas de casa aos que fugiam em pânico.
Aflição em bar
Uma testemunha registou em vídeo o momento em que a polícia entrou num dos bares da zona do ataque e pediu a toda a gente que se baixasse.
Barman atirou copos e garrafas aos agressores
Gerard Vowles estava num dos bares atacados. "Vi um cliente no chão a gritar :'fui esfaqueado, fui esfaqueado'. Tinha sangue por todo o lado. Então vi três homens com facas a correr e a esfaqueram uma mulher debaixo da ponte do comboio. DEram-lhe umas quinze facadas com facas de cozinha. E a seguir atacaram outro homem", conta o homem. "Gritei 'corram', 'corram', 'corram' e atirei garrfas e copos contra eles. Tentei defender tantas pessoas quanto podia, mas estava indefeso. Se tenho caído à frente deles eles ter-me-iam matado".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt