O maior incêndio de que há registo em Espanha: Em Ávila já arderam cerca de 50 mil hectares
Mais de 115 mil pessoas foram retiradas das próprias casas e confinadas até ao momento.
O incêndio no município de Ávila, a noroeste de Madrid, é já considerado o maior fogo de que há memória em Espanha. As chamas, que lavram desde a passada quarta-feira, já consumiram um total de 50 mil hectares. Só este domingo, arderam 20 mil hectares. Este ano, em todo o território espanhol, já arderam 153 mil hectares ultrapassando o recorde obtido em 2015, ano em que 32 incêndios assolaram o país. A área envolvente à albufeira de San Juan e Villa del Prado é a que mais preocupa as autoridades.
Mais de 115 mil pessoas foram retiradas das próprias casas e confinadas até ao momento. Só na Comunidade de Madrid, 12 áreas urbanas tiveram de ser evacuadas: Chapinería, Navas del Rey, Colmenar del Arroyo, Fresnedillas de la Oliva, Robledo de Chavela, Navalagamella, Aldea del Fresno, Zarzalejo, Peralejo, Rozas de Puerto Real, Cadalso de los Vidrios e Cenicientos. O município El Encinar del Alberche, em Villa del Prado, Madrid, foi evacuado novamente este domingo, depois de o ter sido na quarta-feira.
A grande maioria das pessoas afetadas pelos incêndios, cerca de 100 mil, são residentes de localidades de Madrid e Ávila, enquanto as restantes 17 mil são de Castellón onde as chamas também lavram com intensidade.
De acordo com o jornal El País, foram registados mais de mil atendimentos médicos mas ainda não há um registo oficial sobre o número de feridos ou mortos.
Noutros pontos de Espanha, 20 residentes de Murias de Ponjos (León) tiveram também de ser retirados devido a um incêndio que afeta o município e 16 menores de um acampamento foram retirados devido a um incêndio em Cuacos de Yuste (Cáceres).
Um homem morreu este sábado devido a um incêndio que deflagrou numa zona do desfiladeiro do município de Manises, Valência.
Os dados fazem a síntese do último dia de combate aos fogos em Espanha, que, como admitiu o ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, não foi muito positivo, devido a condições meteorológicas "absolutamente difíceis" em Ávila e Madrid.
A partir de imagens de satélite já é possível observar colunas de fumo que refletem a dimensão dos incêndios em Espanha. A qualidade do ar é também uma preocupação das autoridades de saúde especialmente entre as pessoas mais vulneráveis.
???? El humo de los incendios en la Península es visible desde el satélite Meteosat.
— AEMET (@AEMET_Esp) July 26, 2026
?? El humo está compuesto por partículas procedentes de la combustión que provocan un empeoramiento de la calidad del aire. Sigue las recomendaciones de las autoridades sanitarias. pic.twitter.com/vOKab7LuVh
Portugal, Grécia e Itália juntaram-se aos esforços de extinção destes graves incêndios em Madrid e Ávila com um contingente que integra 176 efetivos, 41 veículos e 4 Canadairs, de acordo com dados do Ministério do Interior espanhol.
Portugal é o país que mais efetivos vai contribuir para a operação de combate aos incêndios, com 129 efetivos e 41 veículos, um contingente terrestre que dará início ao seu trabalho este domingo, após chegar este sábado à noite a Navaluenga (Ávila).
Noutras regiões, a estabilização do incêndio em Cerro Muriano (Córdoba) permitiu que as 274 pessoas que tinham sido retiradas regressassem às suas casas, enquanto em Pinos del Calle (Granada) foi levantado o confinamento para os 640 habitantes da localidade, assim que o incêndio que afetava a zona se estabilizou.
Milhares de operacionais, apoiados por centenas de veículos e por aviões Canadair e outros meios aéreos combatem as chamas naquele que é considerado já o maior incêndio de sempre em Espanha, num período em que o país atravessa uma grande onda de calor.
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