Ódio racial provoca matança na América
Polícias abatidos durante marcha contra morte de negros.
A tensão racial nos Estados Unidos da América teve um desfecho trágico na noite de quinta para sexta-feira, quando cinco polícias morreram e sete ficaram feridos em Dallas, Texas. Foram vítimas de, pelo menos, um atirador que abriu fogo sobre os agentes que acompanhavam a manifestação pacífica contra a morte de dois negros, esta semana, em operações policiais em Louisiana e Minnesota. Dois civis também ficaram feridos.
Segundo a polícia local, os agentes foram alvo de uma emboscada, planeada com sofisticação, no final do protesto, que juntou cerca de 800 pessoas e cem agentes nas ruas.
Eram 20h45 em Dallas (02h45 em Lisboa) e a manifestação seguia pacífica quando um tiroteio lançou o pânico entre a multidão. "Começaram os disparos de arma automática e vi muita gente a correr com as mãos no ar. Foi muito violento", contou uma testemunha.
O ataque centrou-se depois junto ao Centro College. Três pessoas, entre elas uma mulher, foram detidas no parque de estacionamento. Um atirador, identificado como M. Johnson, barricou-se no edifício e, durante horas, a polícia tentou negociar. Até que, já de madrugada, foi morto "após a detonação de uma bomba" lançada por um robô policial, confirmou David Brown, chefe da polícia local.
Segundo as autoridades de Dallas, os tiros foram disparados de um local elevado, a cerca de 500 metros do local onde o presidente John F. Kennedy foi assassinado em 1963.
Depois da noite fatídica, o centro de Dallas amanheceu em alerta, com carros-patrulha e helicópteros nas ruas. Este foi o maior massacre contra as forças policiais nos EUA desde os ataques de 11 de setembro de 2001.
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