Onda de violência leva pânico ao Rio
Uma inesperada onda de violência levou pânico aos habitantes do Rio de Janeiro no domingo e na manhã de desta segunda-feira, com os actos criminosos a ocorrerem em pontos distintos da capital e área metropolitana. Pelo menos cinco arrastões foram registados em menos de 24 horas, pessoas foram assaltadas à mão armada, carros foram roubados, vários outros incendiados e um posto policial foi metralhado.
A onda de crimes começou no domingo à tarde, quando criminosos fortemente armados assaltaram vários motoristas na Linha Vermelha, ligação do centro e sul do Rio ao aeroporto internacional. Três carros foram queimados e uma viatura da Força Aérea foi metralhada e destruída com uma granada. O único ocupante, um sargento, escapou pulando pela porta do passageiro.
Em outros pontos da cidade, como na Pavuna, na periferia, junto à Via Dutra, a estrada que liga o Rio a São Paulo, e em Laranjeiras, na zona sul, perto do palácio do governo, também se registaram arrastões, sempre com muita violência. Cidadãos foram arrancados dos veículos e ameaçados de morte, mas não há registo de feridos.
Nesta segunda-feira de manhã, mais três carros foram queimados por criminosos em Irajá, no subúrbio da capital carioca, e um posto policial foi atingido por tiros pouco depois na mesma região. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, passou a segunda-feira reunido com comandos policiais, e o governador Sérgio Cabral Filho, afirmou que esses actos mostram o desespero dos criminosos do Rio por estarem a perder territórios através da implantação pelo governo das Unidades de Polícia Pacificadora em favelas antes dominadas pelo tráfico.
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