Organização denuncia abusos policiais na Venezuela
Denunciou também em 2015 ocorreram 20 execuções de cidadãos.
A organização Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (Provea) denunciou esta segunda-feira que em 2015 ocorreram 20 execuções extrajudiciais de cidadãos na Venezuela.
A Organização não Governamental Provea denunciou também que houve abusos durante rusgas policiais e militares a comunidades populares e de imigrantes.
A denúncia foi feita em Washington, nos Estados Unidos, durante a apresentação do relatório "Poder sem limites", que dá conta que no ano passado ocorreram, na Venezuela, detenções arbitrárias massivas, maus-tratos a detidos, desalojamentos forçados, destruição de habitações e deportação arbitrária de cidadãos colombianos.
Alguns destes casos teriam ocorridos no âmbito da "Operação Libertação e Proteção do Povo", implementada pelo Governo venezuelano para combater grupos de criminosos que atentam contra a população venezuelana, em diversas regiões do país.
"Os venezuelanos enfrentam um dos índices de homicídios mais altos da região e precisam de ser protegidos eficazmente com urgência perante delitos violentos", explicou o diretor executivo par as Américas da Human Rights Watch, durante a apresentação do relatório da Provea.
Segundo o relatório os familiares das vítimas de "execuções extrajudiciais" ou assassinatos ilegais, queixam-se que não têm onde pedir ajuda para que sejam recompensados ou para que protejam os seus direitos fundamentais.
Para elaborar o relatório a Provea entrevistou dezenas de cidadãos de Caracas e dos Estados venezuelanos de Carabobo, Miranda, Nova Esparta, Vargas e Zúlia, e analisou declarações escritas sobre denúncias de vítimas de abusos ou testemunhas de abusos sofridos por outras pessoas.
Em fevereiro, durante uma intervenção no parlamento venezuelano, a procuradora Geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, confirmou que 245 pessoas foram assassinadas, em 2015, por membros de vários organismos das forças de segurança nacional.
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