Pai quer eutanásia para o filho
Jeson de Oliveira, um recepcionista de 35 anos da cidade de Franca, no interior do estado de São Paulo, vai pedir à Justiça autorização para desligar as máquinas que mantêm vivo o filho, Jhéck Breener de Oliveira, que completa cinco anos no próximo dia 21.
Jhéck sofre de um distúrbio metabólico degenerativo incurável e está há quatro meses preso a uma cama no Hospital Unimed, em Franca.
A criança não vê, não fala, não tem movimento nos membros e só respira com o auxílio dos aparelhos a que está ligado. Desde que os médicos lhe disseram que Jhéck não tem cura e ficará naquele estado vegetativo até morrer, aos poucos, Jeson já tentou invadir o hospital por duas vezes para desligar os aparelhos e terminar assim com o sofrimento do filho, mas a segurança impediu-o.
O recepcionista quer usar o exemplo da norte-americana Terri Schiavo, que viveu um drama semelhante e cujo marido conseguiu autorização da Justiça dos EUA para desligar as máquinas que a mantinham viva artificialmente, para tentar convencer os tribunais do Brasil a darem autorização semelhante.
Mas, tal como aconteceu na América, a sua missão não deverá ser nada fácil. Até porque a mãe de Jhéck, identificada apenas como RSS, de 22 anos, é contra, tal como a Igreja e a Ordem dos Advogados do Brasil.
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