Panamá tenta travar detenções de navios em negociações com a China
Conflito agravou-se em fevereiro, quando o Panamá, sob forte pressão dos EUA para reduzir a influência chinesa no Canal do país, assumiu o controlo de dois portos explorados pela empresa CK Hutchison.
Uma delegação do Panamá inicia esta quinta-feira negociações em Pequim para tentar travar o aumento das detenções de navios com bandeira panamiana pelas autoridades chinesas, numa disputa agravada após o diferendo em torno dos portos explorados pela CK Hutchison.
O conflito agravou-se em fevereiro, quando o Panamá, sob forte pressão dos Estados Unidos para reduzir a influência chinesa no Canal do Panamá, assumiu o controlo de dois portos explorados pela empresa de Hong Kong CK Hutchison, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter anulado as concessões da companhia. Pequim condenou a decisão e advertiu que o país "pagaria um preço elevado".
Segundo dados da Administração de Segurança Marítima da China, as autoridades chinesas detiveram 431 navios com bandeira do Panamá entre março e junho, face a 98 no mesmo período de 2025. Embora Pequim sustente que as inspeções se destinam a garantir a segurança marítima, o número representa um aumento de mais de quatro vezes.
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