Papa Francisco revela que escapou a dois atentados bombistas durante visita ao Iraque
Sumo Pontífice foi informado de que uma jovem mulher 'kamikaze' ia explodir durante a visita.
O Papa Francisco revelou que escapou a dois atentados durante uma visita ao Iraque, numa "viagem desaconselhada" que realizou há três anos.
Na autobiografia 'Spera' (Esperança) - obra que será publicada em janeiro - o chefe da Igreja Católica escreve que conseguiu sobreviver devido à rápida ação dos serviços secretos britânicos e da polícia iraquiana.
"Todos salientavam os riscos de segurança muito elevados. Mas eu queria ir em frente. Sentia que tinha de o fazer. Disse, familiarmente, que sentia a necessidade de visitar o nosso avô Abraão, o antepassado comum de judeus, cristãos e muçulmanos", lê-se num excerto da autobiografia publicado pelo jornal Corriere della Sera.
O sumo Pontífice explica que o Vaticano foi informado pelos serviços secretos britânicos que uma mulher cheia de explosivos estava a caminho de Mossul para se fazer explodir durante uma visita papal. Também foi dada a informação de que haveria uma carrinha que seguia para o mesmo local com o mesmo objetivo.
Um dia após ter sido informado destes planos, o Papa Francisco perguntou à polícia o que tinha acontecido aos dois bombistas. As autoridades disseram que os suspeitos foram intercetados e que "já não estavam lá". "Isso também me impressionou muito. Também este foi o fruto envenenado da guerra", disse.
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