Papa pede resistência contra a corrupção no México

Francisco visitou bastião de cartéis de traficantes.

17 de fevereiro de 2016 às 09:39
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Papa Francisco está a conseguir aumentar a convicção da misericórdia?

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Papa Francisco está a conseguir aumentar a convicção da misericórdia?

O papa Francisco pediu na terça-feira aos fiéis católicos do México que não se resignem à violência, ao tráfico de drogas e à corrupção. De visita à cidade de Morelia, no estado de Michoacán, uma zona onde se sente de forma particularmente violenta os problemas do narcotráfico e crime organizado, o sumo pontífice usou palavras fortes e diretas para chegar à multidão.

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"Que tentação pode vir de ambientes muitas vezes dominados pela violência, a corrupção, o tráfico de drogas? Confrontados com esta realidade podemos ser vencidos por uma palavra: a resignação", alertou Francisco na missa festiva celebrada no estádio Venustiano Carranza, perante milhares de fiéis, entre eles mais de 30 mil sacerdotes, freiras e seminaristas.

Depois de ter repreendido o alto clero e o poder político na Cidade do México e ter pedido perdão aos índios de Chiapas pelo abuso da sua cultura, Francisco – o primeiro papa argentino e latino-americano – voltou a fazer críticas, desta vez contra o poder dos criminosos. A mensagem chegou ao coração da multidão, que antes da missa contou em voz alta até 43, em memória dos estudantes mortos em 2014 no estado de Guerrero.

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A visita a Morelia incluiu ainda uma reunião na Catedral, onde Jorge Maria Bergoglio recebeu as chaves da cidade ao lado de 14 reitores de universidades mexicanas e seis líderes de outras confissões cristãs, e um encontro com 50 mil jovens.

Zona de extrema violência, o estado de Michoacán é um bastião de cartéis que aterrorizam a população com sequestros, execuções sumárias e violações, mas é também uma base histórica da ala conservadora da igreja mexicana. Segundo o Vaticano, foi o próprio papa que incluiu esta visita na agenda oficial da viagem de seis dias ao México, depois de em janeiro de 2015 ter nomeado o cardeal Suárez Inda para travar o conflito na região.

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