Pelo menos 14 pessoas morreram com a passagem do ciclone Chido no arquipélago francês de Mayotte
Foi a tempestade mais forte a atingir as ilhas em quase um século.
Pelo menos 14 pessoas morreram e 250 ficaram feirdas no arquipélago de Mayotte, França, na sequência da passagem do ciclone Chido, informaram os meteorologistas e as autoridades francesas, este domingo.
Segundo a Meteo-France, citada pela Reuters, o ciclone, que passou por Mayotte durante a noite com ventos de mais de 200 km/h, danificou habitações, edifícios governamentais e um hospital. Foi a tempestade mais forte a atingir as ilhas em quase um século, segundo o meteorologista. A forte tempestade também suscitou preocupações quanto ao acesso a alimentos, água e saneamento.
O número exato de mortos é difícil de determinar "porque Mayotte é um território muçulmano, onde os mortos são enterrados em 24 horas", disse um funcionário do Ministério do Interior francês.
Situado a cerca de 8 mil quilómetros de Paris e a quatro dias de viagem por mar, Mayotte é significativamente a área mais pobre da França e há décadas que se debate com a violência dos gangues e a agitação social.
Prefeito teme que vítimas possam ultrapassar "as centenas"
Segundo o Le Monde, François-Xavier Bieuville, prefeito de Mayotte, teme que o número de vítimas possa ultrapassar "as várias centenas", talvez, possa chegar a "alguns milhares de mortes". O prefeito considera que será "muito difícil ter uma avaliação", ainda assim exige que as pessoas sejam enterradas "no prazo de vinte e quatro horas".
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