Piloto decidiu fazer voo direto e não parar para reabastecer

Responsável da LaMia diz que plano de voo previa paragem para reabastecer, mas piloto optou por não fazer qualquer escala.

01 de dezembro de 2016 às 05:00
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O plano de voo do avião que transportava o Chapecoense previa a possibilidade de uma paragem para reabastecimento, mas o piloto terá decido fazer um voo direto entre Santa Cruz de La Sierra e Medellín, numa distância de quase 3 mil quilómetros, o limite da autonomia da aeronave. Dados preocupantes, que reforçam a tese de que o avião se despenhou por falta de combustível.

A revelação de que o plano de voo previa a hipótese de uma escala para reabastecimento foi avançada pelo general boliviano Gustavo Vargas, diretor da LaMia e sócio de Miguel Quiroga, o piloto do avião acidentado.

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De acordo com Vargas, o plano de voo indicava as cidades de Cobija, na Bolívia, e Bogotá, na Colômbia, como possíveis escalas para reabastecimento. A decisão cabia ao piloto, que aparentemente optou por não seguir a recomendação e fazer um voo direto entre Santa Cruz de La Sierra e Medellín.

Trata-se de uma decisão arriscada e, no mínimo, imprudente para um piloto com a experiência de Quiroga. Em linha reta, a distância entre as duas cidades é de 2975 quilómetros, mas o avião, um Avro RJ85, tem uma autonomia máxima de 3000 quilómetros, o que deixa pouquíssima margem de manobra.

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O consumo de combustível varia consoante vários fatores, como a altitude, o vento e as condições meteorológicas, mas a opinião de vários peritos é de que a margem era demasiado curta. "Tudo indica que o avião ficou sem combustível", disse o diretor do Sindicato do Controladores Aéreos da Colômbia.

Esta possibilidade é reforçada pela inexistência de explosão no embate, o que indica que os tanques estavam vazios. Inicialmente pensou-se que o piloto teria esvaziado os tanques antes da queda para evitar a explosão, mas os peritos inclinam-se cada vez mais para a hipótese de o avião ter ficado sem combustível em pleno voo.

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