PM chinês diz que avanços tecnológicos da China são oportunidade, não ameaça
Li Qiang rejeitou a ideia de que constituam um novo "choque chinês" para as economias avançadas.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, defendeu esta quarta-feira que os avanços tecnológicos da China representam uma oportunidade para o mundo e não uma ameaça, rejeitando a ideia de que constituam um novo "choque chinês" para as economias avançadas.
As declarações foram feitas na sessão de abertura da reunião anual dos Novos Campeões do Fórum Económico Mundial, conhecida como "Davos de Verão", que decorre esta semana na cidade costeira de Dalian, no nordeste da China.
Li reconheceu que têm aumentado as preocupações internacionais em torno da inovação tecnológica chinesa, com alguns analistas a utilizarem a expressão "Choque da China 2.0" para descrever o rápido crescimento de setores como a inteligência artificial, robótica, semicondutores, baterias, painéis solares e veículos elétricos.
No entanto, o chefe do Governo chinês afirmou que a evolução tecnológica do país deve antes ser encarada como uma "Oportunidade da China 2.0".
"Numa perspetiva de desenvolvimento global, a 'Oportunidade da China 2.0' significa um acesso mais amplo a tecnologias avançadas e uma partilha mais alargada dos seus benefícios", afirmou Li.
Segundo o dirigente, as novas tecnologias e produtos chineses "não trazem choques, mas oportunidades", nem representam ameaças, mas antes instrumentos de capacitação para outros países.
A China tornou-se um dos principais exportadores mundiais de veículos elétricos, baterias, painéis solares e equipamentos de inteligência artificial, oferecendo produtos mais acessíveis a vários mercados. No entanto, o crescimento da sua capacidade produtiva tem suscitado críticas de governos e empresas estrangeiras, que alertam para riscos de excesso de oferta e concorrência acrescida.
Li atribuiu o sucesso tecnológico chinês à dimensão do mercado interno, que permite uma rápida adoção de novas tecnologias por uma população de mais de 1,4 mil milhões de pessoas, bem como ao investimento realizado pelas empresas do país.
O primeiro-ministro destacou ainda os casos da Huawei e da Unitree Robotics como exemplos da capacidade de inovação chinesa e da rápida expansão de empresas nacionais em mercados globais.
As duas empresas integram listas de entidades consideradas pelos Estados Unidos como ligadas ao setor militar chinês, uma classificação rejeitada por Pequim e pelas empresas visadas.
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