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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

China pede ao G7 que cumpra regras internacionais após declaração sobre terras raras

Cimeira do G7 terminou na quarta-feira com nove declarações conjuntas, incluindo uma sobre minerais críticos.

18 de junho de 2026 às 11:03

A China pediu esta quinta-feir ao G7 que "cumpra efetivamente" as regras internacionais do comércio, após o grupo ter acordado reduzir a dependência de um único fornecedor de terras raras para menos de 60% até 2030.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou, em conferência de imprensa, que a posição de Pequim sobre a manutenção da estabilidade e segurança das cadeias globais de abastecimento de minerais críticos "não mudou".

Lin assegurou que a China "normalizou e aperfeiçoou" o seu sistema de controlo das exportações conforme as práticas internacionais, visando "proteger melhor a paz mundial e a estabilidade regional" e cumprir as obrigações internacionais em matéria de não proliferação.

"Instamos o G7 a cumprir efetivamente os princípios da economia de mercado e as regras internacionais do comércio, e a deixar de utilizar regras de pequenos círculos para minar a ordem económica e comercial internacional", afirmou.

Os líderes do G7, reunidos esta semana em Évian, França, acordaram reforçar a cooperação para reduzir a dependência de minerais críticos e procurar que a dependência destes materiais usados no fabrico de baterias e tecnologia de um único fornecedor fique abaixo dos 60% até 2030.

A declaração final não mencionou explicitamente a China, embora os países do grupo tenham manifestado anteriormente preocupações com a concentração do processamento e fornecimento de minerais críticos no país asiático, que tem utilizado as exportações destes materiais como instrumento de negociação comercial.

A cimeira do G7 terminou na quarta-feira com nove declarações conjuntas, incluindo uma sobre minerais críticos e outra sobre crescimento económico e resiliência das cadeias de abastecimento, num contexto de crescentes tensões comerciais entre os membros do grupo e Pequim.

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