Polícia mata dois colegas dentro de quartel no Brasil. É o segundo caso em dois dias

Militares prenderam homicida em flagrante, que não quis explicar as motivações do ataque.

Polícia Militar brasileira Foto: Getty Images
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No segundo dia consecutivo em que membros das forças de segurança brasileiras matam colegas dentro das próprias corporações, um sargento da Polícia Militar assassinou na manhã desta segunda-feira a tiro um outro sargento e o comandante de ambos no quartel da corporação na cidade de Salto, a 102 km de São Paulo. Na madrugada de domingo, um inspetor da Polícia Civil (Judiciária) invadiu a esquadra onde trabalhava na cidade de Camocim, no estado do Ceará, e matou quatro colegas

O ataque desta segunda-feira aconteceu no quartel da 3ª Companhia de Polícia Militar de Salto, onde o atirador, identificado apenas como sargento Gouveia, trabalhava. Ao chegar ao quartel ao amanhecer já com um fuzil de guerra nas mãos, o sargento entrou a afirmar que ia participar num treino e foi diretamente para a sala do comando. Ao entrar, trancou rapidamente a porta e começou a atirar sobre as duas pessoas que estavam lá dentro, o capitão Josias Justi, comandante da companhia, e o sargento Roberto da Silva, que morreram. Depois, o atirador abriu a porta e permitiu a entrada de outros militares, que o prenderam em flagrante pelo duplo homicídio, cuja motivação não quis explicar.

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Um dia antes, na madrugada de domingo, um outro representante da lei, o inspector António Alves Dourado, que estava de folga, invadiu a esquadra onde trabalhava, na cidade de Camocim, e matou quatro colegas da corporação, António Cláudio dos Santos, António José Rodrigues Miranda, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Sousa Pereira. De seguida, o inspetor, que tinha chegado ao local de mota, entrou num dos carros da corporação e fugiu, indo entregar-se no quartel da Polícia Militar da cidade, onde confessou os crimes.

Tanto no ataque de Salto, esta segunda-feira, quanto no de Camocim, domingo, os atiradores não quiseram inicialmente esclarecer as suas motivações. No caso de Camocim, no entanto, colegas do inspector António Alves Dourado avançaram que ele era extremamente violento e que nos últimos tempos parecia ainda mais exaltado e descontrolado, a ponto de os colegas terem começado a usar coletes balísticos quando estavam no mesmo horário que ele. 

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