Polícia nega elo entre ataque a motorista de Bruno e morte de Eliza
A polícia do estado brasileiro de Minas Gerais negou que haja qualquer elo entre a morte da modelo Eliza Samúdio, ocorrida há dois anos, e o ataque à bala que no passado domingo feriu Clayton Gonçalves, um dos acusados pela execução da modelo.
Na época da morte de Eliza, Clayton era motorista do guarda-redes Bruno, acusado de ser o mandante da execução, e foi preso ao volante do carro do futebolista, onde foram encontradas manchas de sangue que depois se confirmou serem da jovem.
Clayton, que aguarda julgamento em liberdade, foi atacado na noite de domingo num bar em Contagem, região metropolitana da capital de Minas, Belo Horizonte, perseguido por várias ruas e baleado com pelo menos dois tiros num ombro, mas conseguiu fugir e está desaparecido. A polícia chegou a pensar que se estava face a uma queima de arquivo, já que, além do ataque a Clayton, na quarta-feira passada um outro arguido no processo sobre a morte de Eliza, Sérgio Rosa Sales, foi assassinado em Belo Horizonte.
Porém, para o inspector Wagner Pinto, chefe do Departamento de Investigações da polícia de Minas Gerais, o ataque contra Clayton não tem relação com a morte da modelo. Sobre o assassínio de Sérgio, a polícia ainda não tem uma posição definitiva, mas os primeiros indícios apontam que também não tem relação com o crime de há dois anos.
Bruno, que continua preso, Clayton e outros seis suspeitos aguardam julgamento pela morte da modelo, cujo corpo até hoje não foi localizado. Uma denúncia anónima indicando que os restos mortais da jovem estariam enterrados entre duas palmeiras na antiga casa de campo do futebolista não se confirmou. Agentes foram nesta terça-feira ao local, fizeram várias escavações mas nada foi encontrado.
Na versão da polícia, Eliza terá sido morta por estrangulamento por um ex-agente da corporação e depois esquartejada, tendo os seus restos mortais sido dados a cães. Há quem considere essa versão demasiado fantasiosa, mas a verdade é que até hoje nenhuma das inúmeras denúncias de possíveis locais onde o corpo estaria se confirmou.
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