Polícias de São Paulo matam colega por engano ao confundi-lo com assaltante

Homem estava de folga e à paisana quando foi morto pelos colegas.

polícia militar brasileira Foto: Getty Images
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Um agente de um dos grupos de elite da Polícia Militar (segurança pública) de São Paulo foi morto por engano por colegas naquela cidade brasileira ao ser confundido com um assaltante. O cabo do Batalhão de Choque Rahoney de Paula Vieira, de 32 anos, estava de folga e à paisana quando foi morto pelos colegas ao abordar um veículo que lhe levantou suspeitas na Vila Andrade, zona sul da capital paulista.

Os agentes que o balearam contaram que, durante a ronda noturna com a viatura, avistaram um homem em cima de uma mota a apontar uma arma para o motorista de um automóvel, uma cena infelizmente comum em São Paulo, que vive uma vaga de assaltos à mão armada praticados por criminosos em motas. Um dos agentes disparou de dentro da viatura e o suposto assaltante caiu, atingido em cheio.

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Foi apenas quando os polícias chegaram perto do ferido que um deles o reconheceu como também sendo um agente, por já terem trabalhado juntos anteriormente. Rahoney, há 10 anos na polícia, casado e pai de um filho pequeno, foi levado para um hospital mas não resistiu ao ferimento e morreu.

O motorista que estava a ser abordado por Rahoney, que trabalha numa plataforma por aplicação, contou que o agente suspeitou dele e o mandou parar por ele estar a dar voltas no mesmo quarteirão, suspeitando que poderia ser um ladrão de residências a estudar a área para um assalto. O motorista estava a explicar a Rahoney que não conhecia a região e o GPS do seu carro tinha dado um defeito e o estava a fazer dar voltas quando os outros polícias surgiram de repente e atiraram.

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