Preços na Venezuela caem mais de metade após captura de Maduro para "apenas" 71,8% em três meses
Operação das forças norte-americanas em Caracas de detenção e extração para Nova Iorque do casal Maduro ocorreu a 3 de janeiro.
Os preços dos bens de consumo e serviços subiram fortemente na Venezuela no primeiro trimestre do ano, mas caíram para menos de metade nos dois meses seguintes à captura e extração para os Estados Unidos do Presidente Nicolás Maduro.
O índice nacional de preços ao consumidor (INPC) subiu 71,8% nos primeiros três meses do ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central da Venezuela (BCV), que dão conta de uma progressão em janeiro de 32,8%, em fevereiro 14,6% e em março 13,1%.
A operação das forças norte-americanas em Caracas de detenção e extração para Nova Iorque do casal Maduro ocorreu em 03 de janeiro.
Em termos homólogos, comparados os primeiros trimestres de 2025 e do ano corrente, a evolução dos preços atingiu 649,5%, marcada pelo apertado embargo económico dos Estados Unidos à Venezuela.
Em março, especificamente, os preços do setor dos transportes foram os que mais subiram (15,6%), seguidos dos setores de serviços de habitação (15%), e lazer e cultura (14,5%). Já o aluguer de habitação foi o setor que menos evoluiu em março (10,7%).
Por outro lado, os dados do "Cabaz Carabobo", realizados pelo economista Néstor Olleros, dão conta que os preços de nove alimentos básicos aumentaram 20% no primeiro trimestre do ano, entre eles, o arroz, a massa e a farinha. Os cálculos de Olleros estimam o cabaz mínimo alimentar para uma família de três pessoas em 167,20 dólares (142,57 euros).
"Isto demonstra que a inflação dos produtos alimentares continua a ser um dos principais problemas económicos do país", disse esta sexta-feira o economista aos jornalistas.
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