Presidente bielorrusso afirma que atleta que pediu asilo à Polónia foi manipulada
Alexander Lukashenko contestou as denúncias feitas por Krystsina Tsimanouskaya de que estaria a ser obrigada a regressar ao país.
O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, afirmou esta segunda-feira que a velocista Krystsina Tsimanouskaya foi manipulada por forças externas para fugir dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que se realizaram este mês na capital japonesa.
A atleta conhecida por expressar o seu descontentamento contra o regime da Bielorrússia pediu ajuda para fugir à polícia japonesa enquanto forças de segurança tentavam forçá-la a regressar a casa.
Negando que a atleta tenha sido acompanhada por membros do Comité Olímpico da Bielorrússia até ao Aeroporto de Tóquio, Alexander Lukashenko acredita que Krystsina foi coagida a fugir por amigos polacos.
A Polónia acabaria por conceder asilo humanitário à velocista de 24 anos que expressou nas suas redes sociais, através de fotografias e vídeos, o receio de represálias num possível regresso à Bielorrússia.
Entretanto, recorde-se que Lukashenko também negou estar envolvido na morte de um ativista da oposição, Vitaly Shishov, que liderava uma organização em Kiev, capital da Ucrânia, que ajudava os bielorrussos a fugir da perseguição do regime.
Mesmo assim, Alexander Lukashenko continuou a afirma que não é um ditador. "A fim de ditar é preciso ter os recursos apropriados. Nunca ditei nada a ninguém e não vou ditar", declarou o Presidente bielorrusso.
O regime bielorrusso está ser contestado por diversos países ocidentais, tanto de Estados-membros da União Europeia como dos Estados Unidos e Canadá, que estão a intensificar as sanções económicas contra Minsk.
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