Michel Temer denunciado por corrupção pelo Procurador-Geral do Brasil

Denúncia foi entregue ao Supremo Tribunal Federal, esta segunda-feira.

Michel Temer Foto: Reuters
Michel Temer encontrou-se com Vladimir Putin na Rússia Foto: Getty Images
Michel Temer encontrou-se com Vladimir Putin na Rússia Foto: Getty Images
Michel Temer encontrou-se com Vladimir Putin na Rússia Foto: Getty Images
Jornada de luta no Brasil contra reforma laboral e Governo do Presidente Temer Foto: Getty Images
Michel Temer, governo, corrupção, Brasil Foto: EPA
michel temer, brasil, presidente Foto: Reuters
Michel Temer Foto: Reuters
Michel Temer, Presidente da República do Brasil Foto: EPA
Michel Temer, Presidente da República do Brasil Foto: EPA

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O presidente brasileiro, Michel Temer, foi formalmente denunciado na noite desta segunda-feira por corrupção pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. A denúncia foi entregue ao juíz Edson Fachim, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelos processos da operação anti-corrupção Lava Jato envolvendo políticos no exercício do mandato.

Na denúncia, com 64 páginas, Janot acusa Temer de usar o cargo para receber benefícios indevidos em troca de oferecer facilidades a empresários. Janot afirma não haver dúvida alguma da culpabilidade de temer no crime de corrupção, e que ele desvirtuou a função do cargo público utilizando-a em benefício privado.

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Como Temer é chefe de Estado, o Supremo Tribunal só poderá instaurar a ação contra ele com autorização da Câmara dos Deputados. Por isso, Edson Fachim vai enviar a denúncia ao Congresso, para que os deputados votem se autorizam ou não a abertura de uma acção contra o presidente.

Se dois terços dos 513 parlamentares votarem favoravelmente, o tribunal abrirá processo contra Temer, se não aprovarem ou se esse número de parlamentares não for alcançado, o caso será automaticamente arquivado. No caso de a Câmara dos Deputados concordar com a acção, Michel Temer será imediatamente afastado do cargo por até seis meses, sendo substituído interinamente pelo presidente do parlamento, Rodrigo Maia.

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No caso de ser ilibado pelo Supremo Tribunal no final do processo, Temer reassume a presidência. Se for condenado e destituído definitvamente, o Congresso, que reúne a Câmara dos Deputados e o Senado, elegerá um outro presidente, que ficará no cargo apenas até final do actual mandato de Temer, que termina em 31 de Dezembro de 2018, após o que tomará posse o novo presidente que sair das eleições de Outubro do próximo ano.

Temer passou à condição de investigado em Maio, depois da divulgação de gravações de um encontro secreto que ele teve com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, líder mundial na producção de proteína animal, e de ffilmagens de um assessor especial a receber 147 mil euros em "luvas" supostamente destinadas ao presidente. Na conversa gravada por Joesley, Temer avaliza o suborno a testemunhas que poderiam incriminá-lo e igualmente o suborno a um juíz e a um procurador que o empresário diz ter corrompido para garantir decisões favoráveis. 

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