Presidente moçambicano considera ciclo eleitoral "muito caro"

Filipe Nyusi afirmou que o dinheiro gasto com escrutínios "dava para equipar" as Forças Armadas.

04 de abril de 2024 às 12:27
Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi Foto: Pool
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O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, considerou esta quinta-feira "muito caro" o modelo de eleições no país, assinalando que o dinheiro gasto com escrutínios "dava para equipar" as Forças Armadas.

"O ciclo de eleições em Moçambique é muito caro (...), é muito dinheiro, dava para equipar aqueles jovens que estão a defender a pátria", afirmou Nyusi, referindo-se aos militares envolvidos no combate a grupos armados na província de Cabo Delgado, norte do país.

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O chefe de Estado moçambicano falava na abertura da reunião da Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLIN), um braço político da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, de que Filipe Nyusi é presidente.

O país, prosseguiu, precisa de repensar o modelo de eleições, apelando a uma reflexão sobre a pertinência de realização do registo de votantes para cada ato eleitoral.

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"Fizemos no ano passado o recenseamento [para as eleições autárquicas], este ano estamos a fazer de novo", para as eleições gerais de 09 de outubro, declarou o chefe de Estado moçambicano.

"Se calhar, alguns custos, algumas despesas [com os escrutínios] pudessem servir para proteger a nação, desenvolver o país", reforçou.

Apesar de enfatizar que o custo de realização de processos eleitorais é elevado, Filipe Nyusi defendeu que o país deve manter os sufrágios eleitorais.

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"Ciclicamente, vamos continuar, não temos outra hipótese", referiu.

A reunião da ACLLIN antecede a realização do Comité Central da Frelimo, marcado para sexta-feira e sábado.

As eleições gerais de 09 de outubro próximo em Moçambique vão custar 20 mil milhões de meticais (288 milhões de euros), segundo dados avançados pela Comissão Nacional Eleições (CNE).

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Moçambique vai realizar em 09 de outubro as sétimas eleições presidenciais e legislativas, as segundas para os governadores provinciais e as quartas para as assembleias provinciais.

O atual Presidente da República e da Frelimo está constitucionalmente impedido de voltar a concorrer para o cargo, porque cumpre atualmente o segundo mandato na chefia de Estado, depois de ter sido eleito em 2015 e em 2019.

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