Presidente sul-coreana conspirou para obter subornos da Samsung

A destituição de Park está nas mãos do Tribunal Constitucional.

06 de março de 2017 às 07:41
Partido Saenuri, Park Geun-Hye, política, parlamento Foto: Edgard Garrido/Reuters
Park Geun-hye , presidente, coreia do sul Foto: Reuters
Park Geun-hye, Coreia do Sul, Coreia do Norte, diálogo, política, diplomacia, distúrbios, guerras e conflitos Foto: Reuters
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Park Geun-hye, Coreia do Sul Foto: EPA
Park Geun-hye Foto: Jeon Heon-Kyun/EPA
presidente Park Geun-hye, Coreia do Sul Foto: EPA

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O Ministério Público da Coreia do Sul suspeita que a Presidente, Park Geun-hye, foi conivente com a sua amiga e confidente Choi Soon-sil para obter subornos da Samsung e de outras empresas, anunciou esta segunda-feira a equipa de investigadores.

A equipa independente de procuradores tornou públicas hoje as suas conclusões da investigação de mais de três meses sobre o caso de corrupção que envolve Choi Soon-sil e na qual se volta a referir a Presidente como suspeita de vários crimes.

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Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades, afirmaram em comunicado.

A investigação conclui também que a Presidente estava a par da criação de uma lista negra de quase 10.000 artistas e profissionais do mundo da cultura críticos do Governo, concebida com o objetivo de cortar as sus vias de financiamento público e privado.

As conclusões do Ministério Público apontam Park como suspeita dos crimes de suborno, tráfico de influências e abuso de poder, entre outros, no âmbito do caso de corrupção que envolve a sua amiga Choi.

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Park tem imunidade legal devido ao cargo que ocupa como Presidente do país, embora tenha sido destituída das suas funções quando o Parlamento sul-coreano aprovou a sua destituiu em dezembro passado.

A destituição de Park está nas mãos do Tribunal Constitucional, do qual se espera uma decisão a respeito nos próximos dias.

O tribunal tem até junho para decidir se Park tem de abdicar permanentemente ou pode voltar a assumir o cargo.

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Os poderes presidenciais de Park estão suspensos, com o primeiro-ministro a liderar o Governo.

Caso a destituição de Park avance, a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais nos 60 dias seguintes.

Mesmo no caso de o Constitucional rejeitar o "impeachment" parlamentar, a Coreia do Sul vai realizar eleições presidenciais no próximo dia 16 de dezembro, já que o mandato de cinco anos de Park Geun-hye está prestes a expirar.

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