Presidente de Angola deixa poder em 2018
Anúncio feito perante Comité Central do partido.
O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, deixa a vida política ativa daqui a dois anos, quando completa 76 anos e 38 no poder.
"Em 2012 (...), fui eleito presidente da República e empossado para cumprir um mandato que nos termos da Constituição termina em 2017. Assim, tomei a decisão de deixar a vida política ativa em 2018", disse esta sexta-feira, em Luanda, na reunião do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a que também preside. Não clarificou, no entanto, se concorrerá à liderança do partido, este ano, ou às eleições gerais de 2017. E em Angola muitos duvidam do líder.
"Não me deixo entrar em excitação ou alegria porque já ouvi esse discurso em 2011", afirmou Luaty Beirão, um dos ativistas acusados de rebelião pelo regime. Já o líder da UNITA, Alcides Sakala, quer "ver para crer".
À frente dos destinos de Angola desde 1979, Eduardo dos Santos é o segundo governante de África há mais tempo no poder, depois do líder da Guiné Equatorial, Nguema Mbasog. Licenciado em engenharia de petróleos na ex-União Soviética, supervisionou o crescimento económico do país devastado por 27 anos de guerra civil, que terminou em 2002. É acusado de má administração da riqueza petrolífera do país e de enriquecer uma elite de familiares e políticos. O sucessor pode ser Manuel Vicente, vice-presidente e ex-diretor da Sonangol, ou o filho, José Filomeno dos Santos, que dirige o fundo soberano de Angola.
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