Primeiro-ministro espanhol diz que “jamais haverá um referendo separatista” na Catalunha

Sánchez assegura que nunca permitirá uma consulta sobre a autodeterminação.

01 de julho de 2021 às 08:35
Sánchez defendeu os indultos aos separatistas catalães invocando o espírito de concórdia da Constituição espanhola Foto: Emilio Naranjo/EPA
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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assegurou esta quarta-feira que “não haverá referendo de autodeterminação” na Catalunha, “nunca”. A garantia foi dada num debate parlamentar tenso em que Sánchez defendeu, uma vez mais, os indultos que concedeu aos separatistas catalães detidos por causa do referendo ilegal de outubro de 2017.

O chefe de governo socialista quis vincar a sua posição e, por isso, lembrou aos separatistas que, se querem um referendo, terão de “convencer 3/5 partes do parlamento a que modifiquem o artigo 2 e, posteriormente, os espanhóis a que ratifiquem essa mudança em referendo”. Em causa está o artigo da Constituição de 1978 que vinca “a indissolúvel unidade da nação espanhola, pátria comum e indivisível de todos os espanhóis”.

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Foi ao espírito de unidade da Constituição que Sánchez foi buscar legitimação para os indultos. “A concórdia não era só para uma vez, era um propósito duradouro que devemos recuperar entre todos”, disse.

Apesar disso, condenou os separatistas “que violaram lei” e por isso foram condenados, “e não pelas suas ideias”. E garantiu que o seu governo continuará a agir “com máxima firmeza” ante esses comportamentos.

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Mas a ERC não se mostrou impressionada. O deputado Gabriel Rufián lembrou a Sánchez que também assegurou que não daria os indultos. Por isso, em relação à garantia de não haver referendo, rematou, com ironia: “Dê-nos tempo.”

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