Primeiro-ministro palestiniano atribui crise económica a estratégia israelita
Primeiro-ministro reafirmou o compromisso com a proteção dos fundos públicos e o combate à fraude, com o apoio do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
O primeiro-ministro palestiniano alertou esta terça-feira que a grave crise económica e fiscal na Cisjordânia "não é um desafio temporário ou isolado", mas parte de "uma campanha política e estratégica mais ampla" de Israel para enfraquecer o território.
Num vídeo divulgado pelo seu gabinete, Mohamed Mustafa declarou que o Governo palestiniano está a responder com uma estratégia focada em preservar a capacidade das instituições, mobilizar apoio internacional e rejeitar "quaisquer imposições políticas externas".
O primeiro-ministro reafirmou o compromisso com a proteção dos fundos públicos e o combate à fraude, com o apoio do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
Como exemplos de conquistas, apontou um programa de ajustamento financeiro que garantiu quase três mil milhões de shekels (cerca de 864 milhões de euros) para o Estado, avanços no combate às ligações clandestinas de água e 53 medidas para proteger as terras estatais em Jericó e no Vale do Jordão.
A crise na Cisjordânia agravou-se nos últimos meses devido à quebra na receita fiscal, às restrições à atividade económica e à forte dependência da economia palestiniana em relação ao shekel israelita, o que tem pressionado a liquidez dos bancos, das empresas e da administração pública.
Este quadro é agravado pela retenção e atraso na transferência de fundos palestinianos por parte de Israel, levando a salários em atraso na administração pública.
Na noite de segunda-feira, o governador da Autoridade Monetária Palestiniana (AMP), Yahya Shanar, anunciou que Israel concordou antecipar 4,5 mil milhões de shekels (cerca de 1,3 mil milhões de euros) do excedente nos bancos palestinianos, informou a agência de notícias oficial Wafa.
Segundo Shanar, a operação começa após negociações lideradas pelo vice-presidente palestiniano Hussein al-Sheikh e ajudará a aliviar os problemas de liquidez no setor bancário.
No entanto, alertou que se trata de uma "solução urgente" e apelou para uma redução da dependência do shekel nas transações diárias.
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