Prisão do terror: Jovem preso após 'romance de férias' no Dubai vai para cadeia de terroristas, assassinos e violadores

Na cadeia de al-Awir, prisioneiros com sida são usados para violar e infetar outros reclusos como forma de punição.

13 de dezembro de 2024 às 17:15
Marcus Fakana Foto: Redes sociais
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Um jovem britânico, de 18 anos, foi condenado a um ano de prisão, esta quinta-feira, no Dubai, por ter tido relações sexuais com uma britânica, na altura com 17 anos, enquanto estava de férias nos Emirados Árabes Unidos, com a sua família.

Segundo o Daily Mail, Marcus Fakana vai ficar na prisão central de al-Awir, uma prisão de alta segurança a quilómetros de distância das famosas praias dos Emirados, que abriga condenados à morte, assassinos, terroristas e membros de gangues violentos. A prisão fica no meio do árido deserto de Dubai, onde as temperaturas podem chegar a 50 graus celsius no verão.

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De acordo com um relatório citado pela mesma fonte, a violação é uma "ocorrência quotidiana" nesta prisão e onde existem agressões violentas cometidas tanto por presos como por guardas. 

Os prisioneiros são amontoados em celas superlotadas, onde 20 reclusos lutam por três beliches. Outros são frequentemente deixados a sofrer com doenças, com pouco ou nenhum cuidado médico. Há quem tenha sido preso após ser alegadamente torturado para fazer confissões. 

Karl Williams, um britânico que, em 2012, ficou preso por um ano na prisão central de al-Awir, revelou ter visto homens a serem esfaqueados até à morte. O homem disse também ter recebido choques elétricos nos testículos e ter temido que policias "corruptos" o violassem em grupo.

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Descreveu ter visto guardas sem intervir enquanto os reclusos se atacavam uns aos outros: "Vi homens a serem esfaqueados no pescoço e outros com as caras cortados. O sangue pingava em todas as superfícies".

Karl afirmou que a prisão era controlada por membros de gangues russos que usavam presos com sida para violar e infetar outros como forma de punição.

"Foi incrivelmente doloroso. Comecei a acreditar que ia morrer naquela cela", recorda.

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A defesa de Karl e outros que viveram estas experiências garantem que os mesmos foram forçados a assinar documentos em árabe sob ameaça de arma. A polícia dos Emirados negou as alegações.

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