Probabilidades de apanhar coronavírus no avião são reduzidas, avançam cientistas

Baixo nível de transmissão do vírus pode estar relacionado com a frequente renovação do ar das cabines.

16 de setembro de 2020 às 14:40
Interior de avião Foto: Getty Images
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Depois de um período de confinamento devido ao coronavírus, a aviação tenta agora voltar ao normal e proporcionar a maior segurança aos passageiros.

Se o risco de infeção é elevado em alguns casos, as viagens de avião podem ser uma exceção. Um novo estudo mostra que o risco de ficar infetado durante um voo é, de facto, reduzido.

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As descobertas, publicadas na revista médica JAMA Network Open, tiveram por base uma voo comercial entre Tel Aviv, em Israel, e Frankfurt, na Alemanha, a 9 de março. De acordo com a experiência, dos 102 passageiros a bordo, 24 integravam um grupo de turistas, das quais sete testaram positivo após a viagem. Quatro pessoas apresentavam sintomas, duas estavam pré-assintomáticas e uma permanecia assintomática. Através dos testes e dos contactos com os passageiros, os cientistas concluíram que existiram apenas duas prováveis transmissões do vírus a bordo.

De acordo com os investigadores, as explicações para o aparente nível de baixa transmissão do vírus podem estar relacionadas com a frequente renovação do ar das cabines dos aviões. Os filtros de ar podem ajudar igualmente a reter até 99,99% das partículas.

Numa outra experiência, 328 passageiros e membros da tripulação foram testados depois de um voo entre os EUA e Taiwan, em março passado, onde foram detetados 12 infetados. Os testes realizados posteriormente foram todos negativos, revelando uma baixa taxa de transmissão entre os restantes viajantes.

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Uma ligação entre o Reino Unido e o Vietname a 2 de março é, até ao momento, o único caso conhecido de transmissão do vírus a bordo, quando um único passageiro espalhou a doença para cerca de outros 14.

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