Proibido acesso a expositores israelitas em feira de armamento em França

Ministério da Defesa de Israel criticou "as exigências exasperantes do Governo francês".

15 de junho de 2026 às 16:35
Bandeira de França Foto: Getty Images
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Doze expositores de empresas israelitas na feira de defesa e segurança Eurosatory, perto de Paris, foram esta segunda-feira encerrados na inauguração, um ano após um incidente semelhante no Salão Aeronáutico de Paris, em Le Bourget.

Num contexto de tensões diplomáticas entre França e Israel, os pavilhões destas empresas foram "fechados devido ao incumprimento das condições de participação definidas pelas autoridades francesas", afirmou a empresa organizadora, a Coges Events, num comunicado.

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"A Coges Events, organizadora da feira Eurosatory, que se realiza em Villepinte (Seine-Saint-Denis), é obrigada a cumprir as decisões e diretrizes emitidas pelas autoridades francesas. Como resultado, 12 expositores tiveram de ser encerrados", declarou o comissário do evento bienal, Charles Beaudouin, no comunicado.

Tal como no Salão Aeronáutico de Paris, em 2025, o Governo francês proibiu a exibição de armas israelitas ofensivas e restringiu a participação dos expositores israelitas "apenas aos materiais e produtos que contribuem exclusivamente para as capacidades de defesa antiaérea e antimíssil balístico", recordou o responsável.

O Ministério da Defesa de Israel criticou "as exigências exasperantes do Governo francês".

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"Esta é uma medida cínica, nem justa nem surpreendente, destinada a excluir a tecnologia israelita --- cuja qualidade é diariamente comprovada em todo o Médio Oriente --- de uma exposição internacional", escreveu a Defesa israelita na rede social X.

Embora os expositores dos três principais fabricantes de armas israelitas, IAI, Elbit e Rafael, permanecessem esta segunda-feira acessíveis, nenhum deles tinha à vista modelos de armas para o público ver, ao contrário dos expositores de outros países.

No entanto, uma dezena de outros expositores mais pequenos estavam rodeados de painéis forrados com tecido cinzento, bloqueando qualquer acesso.

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"É uma vergonha e é inaceitável", comentou o embaixador israelita em França, Joshua Zarka, em frente de um deles.

"Não está a ser apresentado qualquer sistema ofensivo. De cada vez, surge uma nova ideia, uma nova justificação", lamentou, considerando que "no cerne desta decisão está, principalmente, o medo da concorrência com Israel".

Israel registou em 2025 um recorde de exportações de equipamento de defesa, com 19,2 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros), praticamente empatado com França, cujas exportações deverão atingir "cerca de 20 mil milhões de euros", segundo a ministra das Forças Armadas francesa, Catherine Vautrin.

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No seu expositor agora fechado, Amit Manor, proprietário da Amit Industries, uma empresa com 50 empregados, afirmou-se "surpreendido" porque apenas produz baterias elétricas utilizadas em drones, sistemas de comunicação e robôs, mas "nenhuma arma".

Uma equipa de verificação visitou o expositor nos últimos dias e não encontrou problemas, relatou, acrescentando que só esta segunda-feira de manhã recebeu um e-mail a informá-lo do encerramento do seu espaço na feira.

"Não compreendo", disse Amit Manor, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

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Decidiu participar na feira há oito meses, e o Governo francês só divulgou as condições de participação "há duas semanas".

Segundo indicou, a Coges Event "previu este tipo de problemas", estipulando no contrato com o expositor que um encerramento não lhe daria direito ao reembolso do valor da renda do pavilhão.

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