Protestos violentos paralisam Hong Kong
Manifestantes saem à rua há oito semanas e ameaçam reforçar a contestação à China.
Hong Kong viveu esta segunda-feira mais uma jornada de protestos violentos que levaram à detenção de pelo menos 82 pessoas e deixaram dezenas de outras feridas. Durante os protestos, que bloquearam a cidade e causaram caos no trânsito, dois condutores atiraram os carros contra os manifestantes.
Os manifestantes bloquearam estações ferroviárias, impedindo entradas e saídas de passageiros. As vias férreas foram também bloqueadas em vários locais com barras de metal e até bicicletas atiradas para as linhas. esta ação travou durante horas a circulação de comboios.
Os tumultos na cidade, que esta segunda-feira entrou na nona semana consecutiva de protestos por mais democracia, tiveram também impacto no tráfego aéreo, havendo notícia de mais de 200 voos cancelados.
Em Yuen Long, local onde no dia 21 de julho vários passageiros foram atacados, um carro passou uma barricada montada pelos manifestantes, ferindo pelo menos dois deles. Em Sha Tin, nos chamados Novos Territórios de Hong Kong, um táxi forçou a passagem em vários bloqueios de estrada, sendo perseguido por dezenas de manifestantes, alguns dos quais atiraram tijolos ao carro.
PORMENORES
Situação muito perigosa
A líder do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, acusou os manifestantes de criarem "uma situação muito perigosa" e acusou-os de prejudicarem a economia e estabilidade daquele território chinês.
Cargas policiais
A polícia usou balas de borracha, bastões e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que ocuparam, uma vez mais, as ruas de Hong Kong, paralisando a cidade durante várias horas. Armados com fisgas e outras armas improvisadas, os manifestantes envolveram-se responderam à polícia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt