Quatro meses após o roubo das joias, a presidente do Louvre apresenta a demissão
Renúncia foi aceite pelo presidente Emmanuel Macron e surge um dia depois de ter sido colocada uma fotografia do ex-príncipe André numa parede do museu.
Debaixo de fogo desde o roubo das joias ocorrido em outubro no Museu do Louvre, em Paris, França, a presidente da instituição, Laurence des Cars, apresentou esta terça-feira a sua demissão ao presidente Emmanuel Macron, anunciou o Palácio do Eliseu. Coincidência ou não, a demissão surge um dia depois de uma nova falha de segurança, quando um grupo de ativistas colocou numa parede do museu uma fotografia do ex- príncipe André.
O chefe de Estado aceitou a renúncia e elogiou-a como um "ato de responsabilidade" por parte de Laurence des Cars, que estava a ser bombardeada com críticas desde o famoso roubo no museu em outubro.
"O chefe de Estado aceitou a decisão, saudando um ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para levar a cabo importantes projetos de segurança e modernização ", afirmou a presidência em comunicado.
O timing da decisão causa alguma surpresa, pois restavam-lhe apenas seis meses para o final do seu primeiro mandato de cinco anos no cargo.
No dia 19 de outubro, um grupo de assaltantes invadiu o museu em plena luz do dia, arrombando uma janela e roubando cerca de 88 milhões de euros em joias da coroa francesa em sete minutos, antes de fugir em scooters.
Uma investigação posterior, revelou que os ladrões escaparam por uma questão de 30 segundos.
A investigação, ordenada pelo Ministério da Cultura, mostrou ainda que apenas uma das duas câmaras de segurança próximas do local estava a funcionar na manhã daquele domingo, 19 de outubro.
Mais recentemente surgiu uma outra polémica, com o museu a anunciar ter sido alvo de uma fraude gigantesca na bilheteira, que causou um prejuízo superior a 10 milhões de euros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt