Rangel garante "compromisso firme" dos Estados Unidos com a NATO
Marco Rubio reiterou esta sexta-feira a desilusão do Presidente Donald Trump com a posição europeia face à guerra no Irão.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, defendeu esta sexta-feira que os Estados Unidos mantêm um "compromisso firme" com a NATO, apesar da "desilusão" reiterada pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, antes da cimeira na Suécia.
Em relação a uma eventual leitura de instabilidade na participação dos Estados Unidos na Aliança Atlântica, o chefe da diplomacia portuguesa disse não subscrever essa visão e justificou os desenvolvimentos dos últimos dias, em que os Estados Unidos anunciaram a retirada de tropas da Europa e depois o envio de tropas para a Polónia, como "questões operacionais".
Depois de meses de críticas à NATO e declarações sobre a redução de efetivos americanos nos países europeus da Aliança, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira à noite, na plataforma Truth Social, que enviará 5.000 militares para a Polónia.
"O compromisso dos Estados Unidos com a Aliança Atlântica é um compromisso firme", garantiu Rangel, em declarações à Lusa.
"Muito mais importante que o número de pessoas é o tipo de capacidades que são disponibilizadas. (...) Pode haver muitas vezes a substituição de pessoas por um novo tipo de capacidades", disse.
Sobre a "desilusão" norte-americana face aos aliados europeus na questão do Irão, que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou antes do encontro dos chefes da diplomacia da NATO, Rangel disse que não iria fazer "nenhum comentário sobre declarações".
Rubio reiterou esta sexta-feira a desilusão do Presidente Donald Trump com a posição europeia face à guerra no Irão, enquanto revelou progressos recentes nas negociações com os iranianos.
Em declarações à imprensa antes do encontro dos ministros dos Negócios da NATO na Suécia, e referindo-se às várias declarações da administração norte-americana de reduzir o número de efetivos nos países europeus da Aliança, Rubio garantiu: "Isto não é uma punição".
Afirmou ainda que a desilusão dos Estados Unidos face à posição dos aliados europeus no ataque norte-americano ao Irão, em cojunto com Israel desde 28 de fevereiro, é algo que seria tratado, mas não na reunião de esta sexta-feira.
Às perguntas da Lusa e da CNN Portugal sobre o risco de a participação dos Estados Unidos estar em causa, perante os avanços e recuos dos últimos dias, Paulo Rangel garantiu que a Aliança Atlântica está coesa e que esta é uma "relação de igual para igual".
A Ucrânia está no centro da agenda da reunião ministerial da NATO, a primeira que a Suécia recebe desde que se tornou o mais recente membro da Aliança Atlântica em 2024.
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