Referendo na Catalunha foi travado pelo "Estado de Direito"

Mariano Rajoy pediu a dirigentes separatistas catalães para admitirem publicamente que não haverá consulta no próximo domingo.

24 de setembro de 2017 às 01:30
Catalunha Foto: Luis Gene
Polícia catalã tem ordens para impedir referendo à independência da Catalunha Foto: Reuters
Polícia catalã tem ordens para impedir referendo à independência da Catalunha Foto: Reuters
Polícia catalã tem ordens para impedir referendo à independência da Catalunha Foto: Reuters

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, garantiu ontem que o referendo ilegal sobre a independência da Catalunha agendado para o próximo domingo "foi travado pela Estado de Direito" e instou os dirigentes separatistas a assumirem publicamente que a consulta não se realizará.

"Os organizadores sabem que o Estado de Direito já impediu a realização do referendo. Digam que não vai existir qualquer referendo, ponham fim a esta situação. Manter esta situação é ridículo e serve apenas para causar tensão desnecessária na sociedade", apelou o chefe do governo, referindo-se à operação desencadeada esta semana pelo Ministério Público e pela Guarda Civil, que levou à apreensão de milhões de boletins de voto e à detenção dos principais responsáveis pela organização do referendo.

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Entretanto, o Ministério do Interior assumiu a coordenação de todas as forças de segurança na Catalunha, incluindo os Mossos d'Esquadra, a polícia autonómica cuja atuação foi muito criticada durante as operações desta semana para inviabilizar o referendo.

O responsável catalão do Interior, Joaquín Forn, garantiu que os Mossos e o governo autonómico "não aceitam a coordenação do Estado espanhol" mas, mais tarde, o comando da polícia catalã garantiu que os agentes "continuarão a obedecer às ordens do Ministério Público".

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