"Reflexos rápidos" dos pilotos do avião que colidiu com veículo dos bombeiros no aeroporto de Nova Iorque salvaram vidas

Familiares e amigos das vítimas mortais recordam a dedicação de Forest e Gunther à aviação.

24 de março de 2026 às 13:21
Avião da Air Canada Express danificado após colisão no aeroporto de LaGuardia
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Os passageiros a bordo do avião da Air Canada que colidiu com um veículo dos bombeiros no aeroporto LaGuardia em Nova Iorque, EUA, na noite de domingo, elogiaram os pilotos pelos "reflexos incríveis" que terão salvado vidas.

O piloto Antoine Forest, de 30 anos, e o co-piloto Mackenzie Gunther morreram devido ao impacto do embate, enquanto as restantes 41 pessoas a bordo do avião foram levadas para o hospital com ferimentos.

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Rebecca Liquori, uma das passageiras, disse estar "para sempre em dívida" com os pilotos devido aos instintos rápidos para parar o avião, avança o jornal Daily Mail, que cita a CNN.

"Sinto que os pilotos salvaram as nossas vidas", afirmou Liquori. "Eles são a razão pela qual fui capaz de chegar a casa em segurança para ver os meus meninos, e o meu coração está com as famílias deles", realçou a passageira.

Um passageiro francês, Clément Lelièvre, disse aos jornais canadianos que acredita que os pilotos preveniram mais mortes ao travar "com muita força". "Acho que ele [o piloto] salvou as nossas vidas, porque deve ter tido reflexos incríveis", disse Lelièvre.

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Os amigos e familiares das vítimas mortais, o piloto e o co-piloto, recordaram a dedicação dos dois pilotos à aviação. "É uma tragédia absoluta estarmos aqui com a perda deles", disse o administrador da Aviação Federal, Brian Bedford.

Antoine Forest tinha apenas 16 anos quando subiu aos céus pela primeira vez, contou a tia-avó Jeanette Gagnier ao Toronto Star. Gagnier explicou que, quando o jovem estava no 11º ano, pediu para ficar com ela em Ontário para aprender mais inglês, aumentando a probabilidade de ser bem-sucedido numa carreira como piloto.

"Ele estava sempre a tirar cursos e a voar", disse a tia-avó.

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A escola de Mackenzie Gunther, o Instituto Politécnico de Seneca, publicou uma nota de condolências dirigida aos amigos, família e antigos colegas e professores do co-piloto: "Sentiremos muito a sua falta".

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