Regime responsabiliza oposição venezuelana por proibição dos EUA ao uso do Petro

Assembleia Nacional declarou que a criptomoeda Petro era nula e ilegal.

22 de março de 2018 às 00:07
Venezuela, bandeira, país Foto: Getty Images
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A Assembleia Constituinte da Venezuela (AC), composta unicamente por simpatizantes do regime, ordenou investigar a oposição venezuelana por alegadamente contribuir para que os EUA proibam as transações com o Petro.

A investigação faz parte de uma resolução aprovada por unanimidade, durante uma sessão da Assembleia Constituinte, que condena a decisão recente do Presidente Donald Trump de proibir os norte-americanos, estrangeiros radicados nos EUA e outras entidades de realizarem transações com aquela criptomoeda.

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"Ordenada a abertura de uma investigação que visa determinar a responsabilidade pelas atuações antinacionais de fatores políticos venezuelanos", lê-se no texto da resolução aprovada.

Durante a sessão plenária, a presidente da AC, Delcy Rodríguez, vincou que "a ordem executiva (norte-americana) está fundamentada numa decisão da espúria Assembleia Nacional (onde a oposição detém a maioria)"

Segundo a AC, a decisão dos EUA foi "tomada em cumplicidade com setores da direita" venezuelana para "tentar diminuir o respaldo internacional obtido nas primeiras emissões" do Petro e aprofundar o "criminoso bloqueio económico, financeiro e comercial contra o povo venezuelano".

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"Não nos vão deter com esse papel que não serve para nada, senhor Donald Trump", frisou.

A 6 de março a Assembleia Nacional (com maioria da oposição) declarou que a criptomoeda Petro era nula e ilegal, por não ter sido aprovada por aquele organismo.

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