Relato de Trump sobre morte do líder do Daesh levanta dúvidas
Presidente dos EUA disse que líder do Daesh “morreu como um cão, a gritar e a chorar”.
O presidente Donald Trump foi esta segunda-feira acusado de ter dramatizado o relato da morte do líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, ao revelar pormenores que muito dificilmente seriam do seu conhecimento, incluindo que o terrorista "morreu como um cão, a gritar e a chorar".
De acordo com peritos em operações militares, ouvidos pelos media americanos, é muito pouco provável que Trump tenha assistido ao raide em direto na Sala de Situação da Casa Branca "como se fosse um filme", já que as imagens normalmente transmitidas são vistas aéreas captadas por drones, sem grande aproximação e sem som.
Mesmo as câmaras instaladas nos capacetes dos militares tornariam muito difícil perceber se Baghdadi "passou os seus últimos momentos a gritar e a chorar" como Trump afirmou, até porque não haveria nenhum comando dos EUA no túnel onde o líder do Daesh se fez explodir, encurralado por um cão das Forças Especiais.
Questionado se os detalhes revelados por Trump estão corretos, o Secretário da Defesa, Mark Esper, disse esta segunda-feira "não ter esses pormenores".
Revelou ainda que, após confirmarem a identidade de Baghdadi com um exame de ADN, as Forças Especiais "livraram-se do corpo", provavelmente, atirando-o ao mar, como aconteceu com o cadáver de Osama bin Laden.
‘Professor’ Abdullah Qardash será o sucessor
O sucessor de al-Baghdadi à frente do Daesh será Abdullah Qardash, um iraquiano conhecido como ‘O Professor’, que era o braço-direito do terrorista morto.
A agência Amaq, órgão oficial do Daesh, anunciou em agosto a nomeação de Qardash como responsável pelas operações do grupo terrorista. Antigo militar do Exército de Saddam Hussein, conheceu Baghdadi na prisão e tornou-se um dos seus principais aliados.
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