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Abu Bakr al-Baghdadi terá morrido ao fazer explodir um colete armadilhado em Barisha, perto da fronteira com a Turquia.
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O líder máximo do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, morreu este domingo durante um raide de tropas dos EUA no noroeste da Síria.
A confirmação foi feita por Donald Trump. Em conferência de Imprensa na Casa Branca, o presidente dos EUA afirmou que Baghdadi se suicidou fazendo explodir um colete armadilhado quando se viu encurralado num túnel.
"O bandido que quis intimidar os outros passou os últimos momentos de vida a chorar de medo. Morreu como um cão e um cobarde", afirmou Trump, garantindo que desta vez a morte de Baghdadi está confirmada. Apesar de o corpo ter sido seriamente mutilado pela explosão, foram recolhidas e analisadas amostras de ADN, garantiu o presidente.
Juntamente com Baghdadi morreram três dos seus filhos, que estavam com ele no momento da detonação do colete de explosivos.
A operação terá decorrido junto a Barisha, localidade da província de Idlib, próxima da fronteira com a Turquia. Nela participaram efetivos da Força Delta e dos Rangers dos EUA, apoiados por oito helicópteros de combate que terão partido de Irbil, no Curdistão iraquiano.
A morte do líder terrorista mais procurado do Mundo é uma vitória importante para Trump, numa altura em que enfrenta um processo de destituição e críticas à ordem de retirada de tropas da Síria.
Operação preparada há várias semanas
Baghdadi era seguido há semanas. No raide final, os helicópteros dos EUA foram alvejados, mas os comandos chegaram à casa do líder radical e entraram explodindo uma parede. A porta estava armadilhada. Quando Baghdadi se fez explodir, o túnel caiu sobre ele e sobre os três filhos.
As mortes do terrorista mais procurado
O líder do Daesh foi dado como ferido ou morto por várias vezes. Em julho de 2015 o ‘New York Times’ noticiou a sua morte, o mesmo acontecendo em junho de 2016.
Desta feita foram meios de comunicação do Médio Oriente que avançaram a notícia. Em junho de 2017 a morte de Baghdadi foi avançada pela TV síria e, dias depois, pela Rússia e o Irão. Em julho a notícia foi repetida. Em agosto de 2018 foi dado como morto uma vez mais.
SAIBA MAIS
2014
A 29 de junho proclamou a criação de um califado mundial com ele como califa, sob o nome de Ibrahim.
Radicalizado na prisão
Não se sabe ao certo quando se terá tornado radical, mas pode ter sido após a sua detenção pelos EUA, no Iraque, em 2004.
Líder religioso
Nascido em 1971, junto a Samarra, Awwad Ibrahim al-Badri, de seu verdadeiro nome, terá sido clérigo numa mesquita dessa cidade a norte de Bagdad.
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