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Familiares de mulher que morreu na tragédia do Elevador da Glória querem um milhão de euros da Carris

Isaque Adam e a filha exigem ser compensados, entre outros, pela morte de Ana Paula e pelos danos morais causados.

04 de junho de 2026 às 01:30
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Familiares de mulher que morreu na tragédia do Elevador da Glória querem um milhão de euros da Carris

Os familiares de uma funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, uma das 16 pessoas mortas a 3 de setembro no acidente do Elevador da Glória, exigem ser indemnizados no valor de 1 050 000 euros pela Carris, que explora o equipamento.

Ana Paula tinha 49 anos quando morreu no funicular, que costumava apanhar após o trabalho. O marido, Isaque Adam, e a filha apresentaram uma ação no Tribunal Administrativo de Lisboa. Segundo o Público, que cita a ação, o homem "viveu num estado de ansiedade crescente" nas horas seguintes ao acidente, por não saber o estado da mulher. O homem terá andado "entre informações desencontradas, rumores e total ausência de confirmação".

Por isso, pede à Carris, bem como à seguradora Fidelidade, e à empresa Mntc, que fazia a manutenção do elevador, uma compensação por múltiplos danos. O milhão de euros que Isaque Adam e a filha pedem é atribuído à perda de vida da familiar, pelo sofrimento de Ana Paula antes de morrer e pelos danos morais que o acidente causou nos dois familiares. A isto junta-se ainda o facto da família ter tido perdas monetárias por deixar de receber os salários da funcionária da Santa Casa, que chegou a ser diretora da equipa que trata dos processos de adoção.

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