Renfe diz que a empresa é uma das "vítimas" do acidente ferroviário em Adamuz
Acidente de 18 de janeiro, em Adamuz, envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.
O presidente da Renfe afirmou este sábado que a empresa é uma das "vítimas" do acidente ferroviário de 18 de janeiro ocorrido na província de Córdoba, que provocou 46 mortos, e prometeu colaborar no "apuramento da verdade".
"Nós somos uma vítima desse acidente. Não só temos vítimas entre os nossos passageiros, como também entre os nossos trabalhadores", afirmou Álvaro Heredia, em declarações à agência Europa Press.
Nesse sentido, o presidente da Renfe prometeu colaborar com as autoridades judiciais que investigam o acidente, ocorrido na localidade de Adamuz, fornecendo toda a informação disponível, de forma a evitar "especulações".
"Da parte da Renfe, a única coisa que vamos fazer é contribuir para que a verdade seja conhecida", disse, acrescentando que as vítimas merecem ter acesso à informação completa, como aconteceu após o acidente ferroviário de Angrois, em 2013, com 80 mortos e dezenas de feridos.
O acidente de 18 de janeiro, em Adamuz, envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.
O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Renfe que tinham descarrilado poucos segundo antes.
O primeiro relatório, ainda preliminar, da comissão independente que está a investigar o acidente apontou uma rutura de um carril, num ponto de soldadura feito há meses, como possível causa do descarrilamento.
No acidente morreram 47 pessoas e cerca de 120 ficaram feridas.
Espanha tem 15.700 quilómetros de ferrovia, a quinta rede mais extensa da Europa. Na alta velocidade, são 4.500 quilómetros, a maior rede europeia e a segunda maior do mundo, depois da China.
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