Restos de cocaína nos esgotos tornam salmões hiperativos na Suécia

Investigadores garantem que consumo deste peixe não oferece risco à saúde humana, embora o impacto a longo prazo para a fauna permaneça incerto.

21 de abril de 2026 às 11:21
Salmões expostos à cocaína nadam até 90% mais que o normal Foto: Direitos Reservados
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A poluição dos rios e mares por resíduos provenientes do consumo de drogas já atinge níveis alarmantes nos sete cantos dos mundo. E o problema nasce no esgoto humano.

A investigação rigorosa publicada na Current Biology, citada pelo jornal G1, analisou 105 salmões jovens na Suécia e revelou que a exposição destes à benzoylecgonina, um derivado da cocaína, torna os peixes hiperativos.

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Sob os efeitos de cocaína, provenientes do esgoto humano, salmões jovens nadam 90% mais do que o esperado e dispersam-se mais de 12 quilómetros além das zonas habituais. Assim como ficam cada vez mais expostos a predadores e gastando energia vital.

“Para onde os peixes vão determina o que eles comem, quem os come e como as populações são estruturadas”, explicou o pesquisador Marcus Michelangeli, um dos autores do estudo.

De acordo com a investigação, o corpo humano elimina substâncias após o consumo de drogas que as estações de tratamento não conseguem filtrar totalmente.  E, por consequência, os resíduos químicos acabam por "viciar" o ecossistema, alterando, assim, o comportamento de diversas espécies marinhas e criando um desequilíbrio  ambiental.

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Apesar do alerta ecológico, os investigadores garantem que o consumo deste peixe não oferece risco à saúde humana, embora o impacto a longo prazo para a fauna permaneça incerto.

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