Restos mortais de advogada desaparecida encontrados no Equador

María Belén Bernal foi vista pela última vez numa escola de formação de oficiais da polícia.

22 de setembro de 2022 às 16:34
María Belén Bernal, protestos Foto: Reuters/Karen Toro
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Uma advogada, de 34 anos, foi encontrada morta, esta quarta-feira, no Equador, na América do Sul, depois de ter desaparecido numa escola de formação de oficiais da polícia, revelou o presidente do país. O corpo da mulher foi encontrado numa colina, a cinco quilómetros do local onde desapareceu, em Quito, capital do Equador, avança a BBC News. 

María Belén Bernal não era vista há dez dias, desde as 01h30 do dia 11 de setembro, momento em que visitou o marido, o tenente Gérman Cáceres, na escola de formação policial. De acordo com as autoridades, o marido, que está foragido, é o principal suspeito do homicídio. Depois de prestar depoimento à polícia sobre o desaparecimento da mulher, Gérman nunca mais foi visto, tendo sido demitido.

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Confrontado com a informação da descoberta do corpo, o presidente do Equador, Guillermo Lasso, referiu que a notícia lhe provocou "profunda dor e indignação", assegurando que o assassinato não ficará impune. Numa publicação na rede social Twitter, Guillermo Lasso enviou condolências à mãe e ao filho da vítima.

Desde o desaparecimento de María Bernal, o advogado e várias organizações de direitos das mulheres mobilizaram-se, acusando o envolvimento das autoridades no crime. Já depois da revelação da morte da advogada, foram desencadeados vários protestos motivados pela família, amigos e organizações, com o intuito de pedir justiça por María, acrescenta a BBC News. 

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O diretor da escola de formação de polícias também foi demitido e o governo ofereceu uma recompensa de 20 mil dólares (20 297 mil euros) pela captura do marido de María, o tenente Germán Cáceres.  

Segundo a fundação Aldea, que acompanha o feminicídio no Equador, a morte de mulheres por causa do género está a aumentar no país. Só em 2022, até 3 de setembro já tinham sido mortas 206 mulheres. Em 100 mulheres equatorianas, 65 já sofreram alguma violência de género ao longo da vida, revelou a ONU.

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